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Contos

O Demônio de Cabelos Ruivos.

Capítulo 1 – A Criança Da Floresta

Narrador on

Inferno: Essa é a melhor descrição deste mundo. Este que é composto por seres humanos e seres sobrenaturais, um mundo em que as lendas mitológicas são tão reais como o ar em que se respira. Ganancioso como o ser humano é, muitos se aproveitam para conseguir poder através desses seres. E, como consequência, múltiplas batalhas ao redor do mundo foram causadas ao longo da história… Em meio a todo o caos, surge um ser, que tinha como objetivo, acabar com as guerras. Com o passar do tempo, muitos o seguiram, e ele conseguiu um poder de influência grandioso o suficiente para os países decidirem se unir a ele e decretarem a paz, cidades foram levantadas para abrigarem todos os seres desse mundo, sem discriminação, entre os que possuem habilidades e os que não, dando um fim a era da ganância… Ou pelo menos, isso é o que aparentava, pois, na realidade, muitos dos que não tinha poderes, não aceitavam os que possuiam como iguais, assim, uma marca foi tatuada na carne dos que possuíam, que acreditavam que é para a sua própria proteção, mas, na realidade, era uma proteção para os humanos comuns. Reagindo à marca, muitos dos especiais começaram a colher um ego, plantado por eles mesmos, de superioridade em relação aos demais… Que farão de tudo para destruí-los.

José, um homem de cabelos ruivos, se encontra numa floresta em busca de algo:

-FILHO, CADÊ VOCÊ? Esse garoto ainda vai me deixar louco!

O homem continuou andando pela floresta até escutar a voz de seu filho vindo de suas

costas:

-Tava me procurando, pai? -Pergunta o garoto, com uma expressão inocente em seu rosto,que se encontrava com um pássaro azul em seu dedo e um esquilo em seu ombro.

O garoto tem 12 anos, é magro, tem cabelos pretos, lisos e curtos, pele clara e mesmo aparentando ser um humano normal, possui uma marca na parte de trás da mão direita.

-João, assim você mata o seu velho de preocupação, vamos logo, se não, vai se atrasar pra escola.

-Eita, tinha me esquecido -respondeu com uma cara de bobo.

-Vem, eu te levo pra escola, sobe aqui nas minhas costas -falou enquanto se agacha. João pulou nas costas de seu pai, que correu o mais rápido que pôde em direção à escola.

Após 10 minutos, ambos chegam em frente a escola, que fica próxima ao centro da cidade.

-Obrigado por me trazer aqui! Te amo pai!

-Também te amo filho, seja bonzinho hein.

Após um abraço, João entra na escola e enquanto passa pelo portão de entrada, fica com
expressão triste, ele olha para trás, mas seu pai já havia ido, então segue em frente.

A sala pertencente ao ensino fundamental estava tendo aula, mesmo assim, se encontram dois grupos de conversa, um somente de garotas, a líder do grupo se chama Scarlet, uma jovem de 14 anos, com longos cabelos castanhos, pele clara e com um corpo com curvas bem extravagantes para alguém de sua idade, está usando um uniforme normal, exceto pela blusa, que está dobrada na barriga, deixando seu umbigo a mostra. Ela é a garota mais popular do fundamental, ao ponto dela ser da sala vizinha e ninguém se importar com a presença dela em outra sala, possui poderes de uma gata, dizem que foi herdado por Bastet, a deusa egípcia dos gatos, por isso, a veneram como uma divindade.

Uma outra garota que está em meio ao grupo, é Emily, tem 12 anos, cabelos curtos e pretos, pele clara ,magrinha e tímida, veste o uniforme todo padrão. Ela é uma humana comum, e como todos no colégio, ela é capacho da Scarlett. Emily também tem uma pequena queda pelo João, embora nunca chegaram a conversar, já que ela se sente ofuscada pela Scarlett.

O outro grupo é de um bando de valentões de possuem 18 nas costas, já que viviam repetindo de ano por passar o tempo vadiando por ai, batendo nas pessoas e cometendo múltiplos delitos. O mais problemático do grupo é Nelson, um jovem grande e forte, cabelo estilo militar preto, com o uniforme meio rasgado e calças furadas. Um humano normal, porém desprezível, que não suporta os que tem poderes.

A porta da sala se abre e João entra.

-Desculpe o atraso, professora -fala em voz baixa.

-Entre logo e vá para o seu lugar, não quero ouvir uma única palavra vinda de você – respondeu a professora com uma frieza em suas palavras e sem nem olhar para o garoto.

João anda em silêncio até seu lugar e se senta, à medida que a aula seguia, ele foi atingido por bolinhas de papel dos valentões, enquanto o grupo da Scarlett ficava rindo. João seguiu em silêncio.

A aula termina e todos saem correndo em direção aos corredores, menos João, que sai da sala calmamente com a cabeça baixa, enquanto segue pelos corredores, acaba acidentalmente, derrubando Scarlett, que estava distraída com seu grupinho e não viu o garoto.

-Olha por onde anda, seu merda!!

Desesperado, João estica a sua mão em direção a Scarlett..

-A culpa foi minha, me desculpa! Deixa que eu te aju…

-Não ouse me tocar, SEU BASTARDO!!!

Os gritos de Scarlett atraem Nelson, que chega com seus capangas golpeando a cabeça de

João.

-Fala docinho, esse estrume aqui fez alguma coisa com você?

Nesse momento, João percebe um sorriso maquiavélico no rosto da garota, que começa a chorar aos prantos:

-Ele.. Ele… Ele tentou me abusar, me jogou ao chão e.. e.. começou a apalpar os meus peitos -Scarlett conta essa história a Nelson, quase chorando -Não foi, meninas?

Após alguns segundos silenciosos, aos poucos, todas com exceção de Emily, dão continuidade a mentira de Scarlett:

-Verdade!

-Foi isso mesmo!

-Esse nojento!

-Pervertido!

-Já ouvi o bastante. Rapazes, vamo dar uma lição nesse pervertido -diz Nelson, enquanto estala seus dedos.

Os capangas pegam João e enquanto o levam para fora:

-Esperem -diz Scarlett.

Ela se aproxima de João e faz surgirem garras de gato na ponta de seus dedos. Que usa para rasgar o peito do pobre inocente.

-Isso é por me tocar, seu nojento.

Enquanto os valentões arrastavam João, Emily fica com dó do garoto, mas se sente impotente por não poder fazer nada para ajudá-lo, já que não consegue confrontar Scarlett, logo, tudo que lhe resta fazer é ver o rastro de sangue de João, deixado pelo caminho.

Os valentões o levam para o fundo da escola e começam a espancar o garoto. Eles só pararam de bater quando Nelson pegou um canivete do bolso e apontou para João.

-Entenda uma coisa, garoto, você sempre foi e sempre será o meu saco de pancadas favorito, filho de aberração!

Aproveitando que o pararam de espancar, João todo machucado olha em volta e consegue ver na janela, sua professora, que observa toda a cena e não faz absolutamente nada.

-Achou que ela ia te ajudar, aberrações e filhos de aberrações como você são um bando de anormais que nem deviam ter nascido!! Ninguém virá te ajudar, e agora… -Fala Nelson enquanto aproxima o canivete do rosto de João – …Você verá o que a humanidade é de verdade.

No momento em que iria esfaquear João, surge um bando de cachorros que começa a morder todo o grupo de marginais, os fazendo correrem por suas vidas. Assim que eles vão embora, os cachorros começam a lamber os ferimentos do garoto, que mal consegue se manter de pé.

-Muito obrigado por terem aparecido, se não fosse vocês, nem sei o que seria de mim!! Gostaria de ter um lanche comigo para dar a você!

Com muita dificuldade, João se levanta e caminha em direção à sua casa. Enquanto vai embora, João não percebe, mas, em uma das janelas, Emily o observa e fica horrorizada com o estado do garoto, que estava todo sujo de terra e sangue.

Após escaparem dos cachorros, os valentões se encontram em um lugar próximo ao colégio.

-Bastardo maldito, isso foi coisa dele, eu tenho certeza! -Afirma Nelson, completamente enfurecido – Ô idiota!

-Sim, chefe!

-Eu quero que você o siga, para descobrir onde ele mora. Tá na hora de darmos uma lição definitiva nesse filho de aberração!!

Enquanto tenta chegar em sua casa, João acaba de ir ao encontro do chão múltiplas vezes, se levanta, volta a seguir e cai novamente.

-Tá tudo bem, garoto?deixa eu te ajudar -fala um homem que estava passando quando viu João nesse estado.

O homem estica a mão para ajudá-lo a levantar, mas, quando o garoto esticou a mão, sua marca fica a na vista do homem, que acaba recolhe a sua mão imediatamente, demonstrando repulsa pelo garoto, o homem chuta João por reflexo e se afasta.

Com muitos esforços, João volta a se levantar e continua sua trilha.

Assim que anoitece, o garoto finalmente consegue chegar em sua casa.

-Chefe, o bastardo finalmente chegou em sua casa. Ele mora numa pequena cabana na floresta, fora da cidade – fala o capanga de Nelson que seguiu o garoto e fez uma ligação.

-Isso aí, agora sim esse moleque tá na palma da minha mão -Nelson fala enquanto caí em gargalhada.

Continua…

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