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Contos de Azrael – relatos com Padre Gonzales 6 – criatura

Criatura

  • Este relato vem de um manuscrito que data de mais de 1000 anos antes de Cristo. Manuscritos recorrentes sobre uma mesma criatura, não sabemos se era a mesma história sendo recontada, mas em alguns manuscritos, tinham diferenças. Este é o que teve uma diferença mais chamativa

Uma planície no Oriente Médio perto de um rio, vivia um pequeno povoado, com casas de abade e barro, pequenas com uma porta e uma ou duas janelas, lembravam iglus de barro. Eram bem coladas umas as outras. Cultivavam alguns grãos e frutas e tinham ovelhas e cabras. Lá, vivia um homem (novamente nome não especificado, e de novo o chamarei de José), que tinha uma esposa e tinham acabado de descobrir que ela estava grávida. Membros do vilarejo todos ficaram felizes e o parabenizaram.

Ao decorrer das noites, ventos fortes começaram a ser frequentes, as vezes uns uivos e outras vezes rosnados ao longo das noites. Em uma manhã, foram vistas ovelhas e o cão pastor dilacerados e espalhados pelo vilarejo. Começaram a suspeitar de ataque de animais, e montaram grupos de caça. Por dias, investiram na procura dos possíveis predadores, mas nada.

Em uma noite, ao ouvir os uivos e rosnados, os homens saíram para que conseguissem pegar os predadores antes de que acabassem com todas as ovelhas. Foram se guiando com o barulho dos rosnados e vez ou outra, pelo barulho de passos. Os sons eram bem espalhados, vinham de diversas direções, e as vezes, saia de um lugar, ao se aproximarem, o som saía do lado oposto e de forma bem distante. Parecia que os sons apareciam de forma a confundir de propósito. Ao voltarem, que se deram conta que partiram todos os homens na caça ficando apenas as mulheres e crianças, nem os garotos na transição para a fase adulta haviam ficado, todos foram caçar. Assim a criatura atacara o vilarejo destruindo plantações, vasos, paredes e dilacerando carnes de ovelhas e vacas.

Nessa hora, concluíram que estavam sendo assolados por alguma entidade maligna. As noites passavam, o medo aumentava. Todavia todos tinham receio de sair, ficavam confinados dentro das suas casas temendo pela própria vida. Os eventos permaneciam e o desesperam aumentava, não sabiam por quanto tempo iriam aguentar, pois os ataques as plantações e aos animais eram frequentes, e o estoque não era farto. E nem porque não atacavam de fato, como se quisesse apenas atormentar ou tivesse esperando algo, o momento. Mas que momento? Esperando o que?

Em uma manhã chega um jovem, cabelos longos e feição suave. Ele pede apenas um lugar para descansar, em troca, dividiria a água que possuía. Era bastante água, e até uns grãos ele carregava consigo. Uns pensaram em mata-lo e ficar com a comida e bebida. Outros optaram pela hospitalidade. Mas mesmo os que queriam roubá-lo, de alguma forma se sentiam intimidados de fazer isso.

Logo depois, um grupo de mercadores apareceu. Um homem desceu pedindo um pouco de água, e pode ver como a situação era complicada. Foi dito de um antigo ritual com a finalidade de afastar esta entidade, e o faria como forma de agradecimento pela hospitalidade. No desespero, era a melhor opção. O grupo era chefiado por uma pessoa mais velha, viajada, seus cabelos já estavam cinzas e sua barba era vasta e uma feição bem marcante.

José alertou ao garoto que devia sair antes do anoitecer devia a ataques de uma criatura, mas o garoto disse que nada o assolaria. Ele apenas queria dormir um pouco, afinal, estava cansado.

E a noite caiu, uivo, rosnados, ventos fortes e no meio disso, o garoto some. Uma voz perto da porta diz para ficarem em casa e não saírem por nada nesta noite. E passa da porta. Era o garoto? Estava tão majestoso e imponente. Mas a curiosidade, José vai até a janela e  consegue ver um vislumbre, um clarão e apaga.

Assim que amanheceu, o vilarejo estava bem destruído, marcas de queimado por todo lado.

Segundo o depoimento de José, primeiramente ele havia visto, uma criatura enorme, focinho de um leão, cobra na cintura e asas. Depois notou que encarava um homem com asas em meio ao fogo e os dois conversavam, mas não conseguiu identificar a conversa. O clarão veio do homem e depois, não se lembra de mais nada. Mas a partir daquela noite, não houve ataques.

PS – O estagiário adaptou os manuscritos. Parece que ele gosta de contos de terror, mas conseguiu captar bem os manuscritos.

rabisco de casas atacado pela criatura

 

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