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Piada Mortal e os filmes com os Coringas

vários coringas

Piada Mortal é uma das HQs mais emblemáticas e um dos grandes clássicos do Batman, e influenciou várias adaptações com o foco no Coringa.  Veremos como se deu as influência nos filmes Batman de Tim Burton, Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e o último, Joker de Todd Phillips.

Na HQ, Coringa ao querer provar a sua ideologia, deixa a Batgirl paraplégica e sequestra Gordon, o forçando a ver bizarrices feitas com sua filha para que assim, ele sucumbisse à loucura. O Palhaço queria provar que qualquer um poderia ser como ele. E no fundo, Batman era tão louco quanto, afinal, por que alguém se vestiria de morcego e meteria porrada nos bandidos durante a noite? Mostra também flashbacks do passado do Coringa, algo que nunca havia sido apresentado antes, assim como um nome real ao personagem. Em Piada Mortal vimos antes de tudo, um comediante fracassado, trabalha em uma fábrica e é um perfeito estereotipo de perdedor. Até o dia que caiu em um taque de produtos químicos e ficou com a pele branca e cabelo verde.

Coringa piada mortal

Nos filmes que iremos citar, cada um deles, pega um pedaço do que compõe esta HQ.

O que vai aparentemente de forma mais superficial, é o Coringa de Jack Nickelson, no filme de 1989: um mafioso que caiu no tanque se tornando o vilão palhaço com traços de gangster. Nesse filme em especifico temos a origem contada da mesma forma que no quadrinho, mas sem todo o contexto, sem mostrar o que levou o personagem à loucura. No filme parece que ficou louco ao cair no tanque.

Coringa de 89

Já o Coringa de Heath Ledger, temos um Coringa mais anárquico e caótico, onde não sabemos de seu passado de fato, apenas especulações, já que cada momento ele conta uma história diferente. O elemento tirado da HQ, é que em Piada Mortal ele fala que essa é a história segundo o que ele lembra. Pode ter sido diferente. Às vezes lembra de uma coisa a mais, às vezes é bem diferente, mas nem ele mesmo sabe ao certo como realmente foi. Isso foi transposto no filme, onde o elemento principal do filme é:

“Para eles você é só um louco,
como eu ,
precisam de você agora,
quando não precisarem
vão te tirar de cena,
como um leproso
Veja, as regras deles, a moral deles
é uma piada de mal gosto
Eles o largam ao primeiro sinal de problema
Só são tão bons quanto o mundo permite!
Vou te mostrar, quando o bicho pega
essas pessoas civilizadas,
vão se alimentar uma das outras.
Veja, não sou um monstro,
só estou na vanguarda”

O Coringa falando para forçarem o Batman a se revelar, ele ameaçando destruir um hospital caso um homem não seja morto, as balsas no final do filme e principalmente, a queda de Harvey Dent em Duas Caras; toda essa ideia de que as pessoas só são boas até aonde a sociedade permite é também o ponto principal de Piada Mortal.  Lá, o Coringa mostra que só foi ter um dia ruim que ele sucumbiu à loucura, que todo mundo tem seu preço e qualquer um pode se corromper. Na HQ, ele e o Batman cederam, já Gordon, se manteve.

Coringa do TDK

E por último, temos o Coringa de Joaquim Phoenix. Aqui o personagem é um homem excluído da sociedade, com problemas de depressão e mostra como a sociedade o ignora, ao mesmo tempo que cobra para se posicionar. Aqui o Coringa vai apanhando da sociedade dia após dia e vai cedendo aos poucos. Nisso, se parece bastante com Piada Mortal, com uma diferença: na HQ é como se do nada ele virasse louco, como um aglomerado de golpes o transformassem em um maluco e, salvo comparações, lembra bem o filme “Um dia de fúria”, além claro de, “Taxi Driver” e “Rei da comédia”. Retomando a ideia do filme Jocker, é que aqui o Coringa já tem uma pré-disposição, os elementos são visíveis até que chega o momento que se rompe. Podemos pegar outro trecho de Cavaleiro das Trevas

“A loucura como você bem sabe, é como a gravidade, às vezes, só precisa de um pequeno empurrãozinho”.
Coringa 2019

O que vemos são pequenos empurrões até que finalmente rompe e cede à loucura. No entanto, antes de virar o Coringa de fato, vemos o personagem como um perdedor, igual a obra de Alan Moore. Um comediante fracassado. No entanto, a “transformação” vai ocorrendo aos poucos, e só pelo posicionamento da câmera, vemos os momentos que ele está para Coringa e os que não está. Como Arthur, ele é só mais um, passa batido, mostra de forma irrelevante. Já como Coringa, ele é o destaque, a câmera foca nele, de baixo pra cima, é o centro das atenções.

Recentemente vi Alan Moore diminuindo Piada Mortal, acredito que é por esse fator da transformação ser mais abrupta. Ainda assim, é uma grande obra e os filmes que se inspiraram e souberam extrair bem de sua essência, trouxeram bons frutos!

Coringa Piada

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