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Contos de Azrael – relatos com Padre Gonzales 7 – A fazenda

A fazenda

  • Em algum momento entre o sec XVI e sec XIX, em uma fazenda no meio de uma das colônias da América. Onde escravos trabalhavam em plantações de cana de um senhor rigoroso e agressivo.

O local tinha uma casa refinada, branca com os detalhes azuis. Um celeiro de porcos e duas cabanas, não muito melhores onde os porcos ficavam, onde os escravos dormiam.

A história vem de 2 jovens garotos, que vez outra subia em um morro para roubar frutas no pé durante as noites. Do alto do morro, dava para se ter uma visão perfeita da fazenda. Em algumas noites, notava-se um agito vindo de dentro dos dormitórios.

Uma noite em específico, os jovens observando a luz do luar enquanto comiam as frutas tranquilamente, notam um vulto surgir no meio da fazenda. Era como se tivesse surgido do nada, como se em um momento se olhasse para o lado e ao retornar com o rosto, o vulto esta lá como se estivesse lá o tempo todo. O vulto começou a andar lentamente em direção ao dormitório, era como se fosse uma pessoa alta e magra, com um andar manco e estranho.

Uma mescla de medo e curiosidade tomou os garotos, que observavam atentamente de longe. Um dos garotos começa a ter uma agitação quando subitamente o vulto para e vira em direção aos garotos. Parecia que os observava, mas não tinha como. Como notar alguém a muitos metros de distância em meio a uma mata densa e contra a luz? Nem barulhos poderiam despertar a atenção, a menos que fossem barulhos equivalentes a tiros. Ainda assim, parecia que estava olhando fixamente naquela direção.

Em um piscar de olhos, em um momento de distração que virou o rosto por segundos, o vulto apareceu a poucos metros de distância. Ainda não dava para ver direito como era e nem o que se tratava, mas foi o suficiente para fugirem.

A fuga, de forma alucinada e desesperada, se perdem.

No dia seguinte, descobrem que um dos garotos havia desaparecido. O sobrevivente, conta das escapadas nas noites para comer frutas no pé, e os leva até o local. Escravos passaram a vasculhar para ver se o achava. O corpo foi encontrado, dilacerado, como que em um ataque de um animal selvagem. Durante todo o momento da procura, um dos escravos, mais velho e detentor de uma vasta sabedoria que escondia por sobrevivência, notava a inquietação do garoto sobrevivente, principalmente diante do corpo. Em um momento ele falou com o garoto.

– Você viu?

– Viu né? Posso notar em seus olhos

Soltou um nome, que não conseguiu guardar, mas algo semelhante a “zhuluh”. Algum derivado africano de demônio e capeta. E a última frase: “os homens em sua vasta ignorância, os alimentam com a escravidão e racismo”

 

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