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Lanterna verde – Renascimento

Os anos 90. Sim, eles de novo… Ah os anos 90. Personagens morreram como tentativa de reviver a leitura que estava decaindo, devido erros editoriais ou personagens ficando datados, e 3 dos personagens que acreditávamos não retornar mais eram Jason Todd (2º Robin), Barry Allen (2º  e principal Flash) e Hal Jordan (principal Lanterna verde). E aqui, temos o retorno do Lanterna Hal Jordan.

Toda a tropa tinha sido destruída, os sobreviventes foram aposentados ou se transformaram em outras coisas (alguns literalmente outros metaforicamente). Primeiramente, o retorna da Tropa foi um evento de elementos a começar com o Kyle Rayner absorvendo todo o poder dos Lanternas, virando o Ion e sacrificando o poder para reviver os guardiões e depois a Tropa como um todo. Mas isso foi um processo de anos, e quando digo anos, falo que entre a publicação dos eventos do Kyle como Ion e o renascimento da Tropa se passaram anos. A diferença é que o Renascimento da Tropa ganhou uma publicação especial e diferenciada na época, dividida em 3 partes, já os eventos de Ion faziam parte de publicações normais nas revistas que aqui no Brasil saia nas revistas da LJA, que caso não acompanhasse elas, esses eventos teriam passado batidos. Mas a HQ funciona independente disto.

O começo deste retorno, se dá em desfazer algumas transformações e algumas mortes, neste caso, pelo menos o literal, e aos poucos o retorno dos velhos membros da Tropa, até que temos o retorno de Hal Jordan e, pelo menos nunca li nada sobre em HQs do Lanterna até então, uma explicação do porque da impureza amarela nos anéis dos Lanternas Verdes e do que se trata realmente o Parallax, tanto que no final seria ele o verdadeiro inimigo ao estilo “boss final”, e que no fundo estava por trás de tudo (ou dos problemas como um todo). Temos o retorno de personagens que haviam morrido. Pode ser que durante esses anos todos, eles tenham retornado.

Pessoalmente acho que isso foi um bom acréscimo a toda mitologia da Tropa dos Lanternas Verdes e uma explicação mais plausível da fraqueza pelo amarelo e a partir daí, surge as tropas de outras cores. Aqui eu acho muito bem vindo a ideia de tropas com anéis no qual cada uma tem uma cor representante. Ao contrário do Hulk aparecer cada hora com uma cor diferente.

A narrativa e os desenhos foram bem estruturados e bem feitos. Não é atoa que continuaram com o trabalho nas HQs mensais dos Lanternas, quando estavam criando todo o contexto das tropas de anéis com cores diferentes e foi um dos melhores arcos para se acompanhar na época que saiu olhando as HQs tanto da Marvel quanto da DC.

A HQ tem um aspecto mais sombrio, arte final mais escura, de forma que  os elementos que fugiam mais deste aspecto sombrio eram exatamente  os anéis dos Lanternas sendo usados. O que acrescenta um aspecto simbólico interessante, como se fossem o raio de esperança diante dos acontecimentos do momento.

Um detalhe, bobo na verdade, em um dado momento, Hal Jordan pega o Batman de surpresa e dá um soco na cara dele. Os fãs do Batman reclamaram bastante disto na época. Olhando pela lógica interna, a reclamação não faz sentido, já que não foi uma luta 1×1 onde o Hal se mostrou fisicamente superior, foi apenas um soco  que acertou um pouco que por sorte, podemos dizer, mas que um tempo depois, em uma HQ onde Hal e Bruce atuaram juntos, Batman retribuiu este soco de forma que claro que isto foi feito para agradar os fãs. Aqui temos um exemplo de como a opinião de fãs também pode ser prejudicial, embora não estraga em nada de fato, levou a editora a compensar caprichos sem sentido dos fãs.

 

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