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Guerra Civil – Marvel

Um dos arcos clássicos da Marvel, escrita por Mark Millar e desenhada por Steve McNiven, Guerra civil. Ela foi publicada em sete partes entre junho de 2006 e janeiro de 2007, além de se espalhar por quase todas as revistas Marvel no período.

Aqui, um grupo de jovens com super poderes resolve tentar capturar um grupo de super vilões ao vivo para um realit show. Só que entre os super vilões, estava um com a habilidade de se explodir ao ponto de destruir um quarteirão inteiro, incluindo uma escola. Assim um impacto social forte é gerado. Onde pessoas começam a questionar o que torna estes super heróis tão especiais que estão acima da lei.

É um arco que se for parar pra pensar, demorou a acontecer.

Os super heróis agiram por anos sem precisar se submeter a nenhum órgão, alguns foram bem vistos. Enquanto outros nem tanto. Mas as HQs não costumam questionar a moralidade destes atos como se estivessem acima da lei.

O quadrinho é muito bem desenhado e a narrativa flui muito bem, só que os lados são definidos de forma bem preto no branco. A primeira vista, parece que não, temos o Homem de Ferro de um lado e o Capitão América do outro, cada um defende um posicionamento perante a lei de registro dos Super Heróis.

A discussão pode parecer que é entre apoiar ou não o registro. Entretanto de um lado, um é autoritário beirando o comportamento fascista (aqui o termo está sendo usado de forma mais genérica mesmo). Ele chega ao ponto de criar um grupo com super vilões para caçar os seus ex colegas e os prender. Do outro, um diplomático que não quer se ajoelhar diante de um comportamento autoritário. Isso faz parecer que tem um lado certo e um lado errado, já que o lado autoritário é a favor e por isso o Homem de Ferro acaba se parecendo com um vilão. Consequentemente, trata a premissa de forma rasa e assim o leitor não tem dificuldade de escolher um lado. Por mais que veja que o outro possui alguma razão em seu ponto.

Nesta HQ, temos uma cena com o Aranha que ficou icônica (e levou para os eventos de “Um dia a mais”).

O Homem Aranha trocando de lado, o que ocorre no meio da história, se dá mais pelo fato de ir contra um registro, mas pelo comportamento autoritário.

Um real aprofundamento do impacto que isto ocorre acontece em edições extra e nas edições específicas de cada personagem. O que pode dar uma impressão do arco ser um pouco corrido, mas ainda assim, foram 7 edições que fluíram muito bem. E este material extra, pode acrescentar (ou não, mas ai vai de como cada um abordou o tema, se souberam ou não explorar) muito a este arco.

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