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Berserk

Berserk, situado em um mundo de fantasia sombria inspirado na Europa medieval. A série de mangá escrita e ilustrada por Kentaro Miura, gira em torno do solitário Guts. Um ex-mercenário e agora espadachim amaldiçoado, forçado a vagar sem descanso para sobreviver em busca de vingança. E ainda tem o Griffith, líder de um bando de mercenários chamado de “Bando do Falcão”.

Certamente o mangá leva a sério o seu título, nome bem reconhecido da idade média. Temos basicamente dois pontos da história, a chamada Era de Ouro e a parte que se refere à caçada ao grupo “Mão de Deus”.  A primeira,  quem só viu o anime e/ou os filmes mais antigos vai reconhecer. E é a melhor fase. Já a segunda,  que ironicamente ou não, a “mão de Deus” é composto por demônios. Sendo assim, se passa numa era, literalmente, de trevas. A história começa mostrando um pouco da vida durante o período de trevas. Uma breve introdução, então logo após, vamos para a Era de Ouro. Que mostra como as coisas eram antes até ficarem daquela forma.

A Era de Ouro se foca em mostrar as relações do “Bando do Falcão”, liderado pelo Griffith.

Estabelece uma relação entre os personagens. Principalmente entre o triângulo amoroso de Griffith, Guts e Caska. Aborda os interesses do líder do bando, com questões políticas, mas sem deixar a história pedante. Até porque não é esse o foco. O mangá não esconde hora nenhuma que Griffith é um personagem que não tem escrúpulos para o que quer. Ele é frio e calculista, e que ainda assim, é possível criar empatia por ele. Quando chega no ponto de virada, por mais impactante e surpreendente que seja, ainda tem aquela sensação de “já era de se esperar”.

Guts o protagonista, é um personagem ranzinza com aspecto de anti-herói. Ele ajuda sem querer demonstrar que se importa e é constantemente antipático. Isso ainda na Era de Ouro, mas no período das trevas, é aumentado. Compra-se a ideia de vingança do personagem. Principalmente devido ao histórico apresentado ao período com o “Bando do Falcão”. Muito disso se deve pelo impacto da violência gráfica demonstrada no mangá. Estupros, torturas, empalações. São constantemente apresentadas de forma até detalhadas, incluindo seus efeitos. Por exemplo, demonstrar como uma pessoa que passou por isso é afetada. E aqui, homens e mulheres são vítimas. As expressões de agonia dos torturados, e a história apresenta que tudo isso é cotidiano naquele mundo.

Dentro disso é possível ressaltar outro elemento da HQ. O tom pesado não se deve apenas à violência gráfica.

Não seria que nem filmes de Slashers ou os filmes da franquia Jogos Mortais. Onde todo o impacto se deve as cenas de violência que, se as retirar ou se elas parecerem muito artificiais esses filmes perdem o impacto. Mas, se deve muito também pelo tom e clima tenebroso e melancólico da história. Só isso, já demonstra ser uma HQ pesada, mesmo não a incluindo em um tema de terror.

O traço então, um dos pontos fortes, é muito bem feito e detalhista. Do tipo que ficaria horas só admirando o trabalho. E mesmo assim, as composições não são carregadas, por mais que demonstre um clima pesado. Contido as informações não são carregadas além do necessário e possuem as devidas áreas de respiro.

Voltando ao protagonista, ele é um personagem que não se preocupa muito com sua integridade física.

Então, constantemente fica estrapolando seus limites. Incluindo suas limitações físicas, e nisso, se pode identificar muito com os berserkers históricos. No entanto, em um dado momento o “berserk” será mostrado de forma literal quanto ao seu significado. Bem como de uma forma fantasiosa quanto ao quesito histórico.

É uma grande obra, que não se pode ser lida por menores, uma obra adulta, de fantasia sem grandes pretensões no quesito reflexivo, resumindo, é uma HQ sobre vingança, e que os amantes de RPG vão gostar!

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