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Batman – Corte das Corujas

Uma série de assassinatos assola Gotham e deixa os cidadãos preocupados. E a principal suspeita, é uma organização que até então, só existia em lendas e contos. Mas acaba por se mostrar não só real, mas como demonstra que vem atuando nas sombras desde a fundação da cidade. Com roteiro de Scott Snyder, e arte de Greg Cappulo, temos aqui um dos clássicos modernos das HQs.

A narrativa é realmente cativante, com quadros de composições admiráveis. Há um certo suspense sobre os acontecimentos que são intrigantes. E ainda vemos um Morcego mais moderno, utilizando de aparatos tecnológicos em sua investigação.

Um ponto fraco sobre como a tecnologia nesta HQ, é que ela meio que substitui o intelecto do Batman ao invés de ser um acréscimo. Parece que por causa dela, ele não tem necessidade de pensar tanto assim, é só mandar o computador analisar e pronto. Não que não vemos este intelecto em ação.

Um outro ponto, assim como ocorre em Soldado Invernal, é que nesses universos que já tem anos e anos de publicações sendo muitas vezes mais de 1 edição por mês, é um pouco difícil de engolir essas organizações secretas. É como se elas ficassem o tempo todo dormindo e só agora resolvesse agir. Antes fosse isso, mas não é o caso. Quando é levado para os cinemas, já é mais de boa, sendo que os universos são meio recentes ainda.

E eu sempre fico um pé atrás quando juntam muitos vilões para enfrentar um herói, ou quando pouco após dos heróis encararem um dos inimigos com muita dificuldade, colocam um monte destes mesmos inimigos atacando de uma vez. A ideia é causar aquela sensação de “fudeu de vez!”, já que “se mal encarei 1, imagina 10”. Mas muitas vezes ao invés de aumentar a sensação de perigo, acaba por ridicularizar os vilões. Só olhar para um dos vilões do Homem de Ferro, o Chicote Negro. Antes de aparecer uma versão dele nos cinemas, ele era só um capanga que vivia aparecendo em bando com outro vilões de quinta categoria pra levar uma surra sem nem fazer o herói suar.

Já os pontos fortes, são a narrativa e a arte. A arte é muito bem feita e capta um ar sombrio. E o estilo casa muito bem com o enredo. Todo o mistério envolta a corte é realmente intrigante e nos deixa com curiosidade de saber mais, saber onde o mito se diferencia ou influencia a realidade aqui. A história ainda guarda umas revelações. A reação pode ser tipo “wow, então é ele quem está por trás de tudo? Mas quem é ele mesmo?” e logo depois vem um “não, peraí… sério isso” e no final, fica a dúvida de que “e então, ele é ou não é de fato?”

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