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curiosidade

9 dicas para começar ler uma história em quadrinhos

“Por onde começo a ler quadrinhos?”

Em todas as formações de professores que realizo, duas entre dez perguntas que são feitas, possui este questionamento. Por onde eu começo?

Há interesses de muitos docentes após nossas formações de dar o pontapé inicial para trabalhar histórias em quadrinhos (HQs) em sala de aula.

Existem múltiplas possibilidades de como iniciar a leitura de HQs.

Após algumas pesquisas, procurei sintetizar aqui em 9 dicas de como começar a ler HQs.

Então vamos lá:

1- Descubra os assuntos que mais interessam a você

Do que você gosta? Aventura? Ficção Científica? Cultura japonesa? Histórias cômicas? Super-Heróis? Temática Medieval ou atual? Você gostaria de ler a versão em quadrinhos do seu desenho animado favorito? Tem interesse em histórias que dão um pouquinho de medo? Ou adaptações da literatura nacional e internacional (ex. Dom Casmuro, Diários de Anne Frank). Há quadrinhos de todos os tipos e para todos os gostos. Mas, talvez, começar com uma HQ relacionada a um assunto que você curte possa fazer tudo ficar mais legal.

2- Vá até a banca de jornal, livraria ou loja especializada e dê uma folheada nas revistas disponíveis.

Às vezes, quando vemos uma revista com uma capa interessante, um título que chama a atenção ou mesmo um traço de desenho que gostamos, ficamos com vontade de ler aquela história. Dê uma folheada, leia algumas páginas e escolha os quadrinhos que mais tenham a ver com você.

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3- Para começar, escolha quadrinhos de volume único, encadernados ou revistas com histórias independentes

Está se sentido perdido? Calma! Você já imaginou entrar em um cinema com o filme rolando, assistir apenas a um trecho e sair antes de terminar? Parece um pouco estranho, não concordam? E é bem provável que você não entenda a história. É isso que acontece quando você decide ler uma revista que está no meio de um arco de histórias. É muito comum que algumas das revistas em quadrinhos encontradas em bancas, em especial mangás e HQ de super-heróis, sejam publicadas em partes que se complementam. Por isso, ler uma dessas edições do ‘meio do caminho’ pode deixar você um pouco confuso.

Uma ideia melhor é escolher começar com um encadernado, com uma edição única ou com revistas que tragam histórias independentes, já que elas não têm, necessariamente, uma ordem específica, nem fazem parte de uma continuação.

Quando escolher um encadernado, verifique se a edição traz as histórias desde o início. Isso porque é comum as editoras fazerem encadernados dos volumes de 1 a 10, por exemplo, e então as edições de 11 a 20 ficam em outro volume. Nesse caso, o ideal é procurar o encadernado que conta a história desde o começo. Essa informação pode ser encontrada na contracapa da edição. Algumas edições especiais de encadernados, como a série da Marvel Deluxe, contém informações extras, como um resumo da história ou do universo do personagem, o que facilita muito o entendimento de quem está começando. Outra dica importante: veja se a revista é adequada para a idade. Se você quer trabalhar em sala de aula, cuidado, nem toda HQ é voltada para crianças.

4- Vá a uma biblioteca ou gibioteca

Quase todas as bibliotecas escolares ou públicas possuem histórias em quadrinhos e mangás disponíveis para a leitura e, muitas vezes, até para empréstimos. Havia um programa federal que enviava HQ para as bibliotecas escolares. Vale muito a pena dar uma passada em um desses locais para conhecer e ler novos títulos de quadrinhos, e o melhor: sem precisar gastar nada.

Se na sua cidade houver uma gibioteca (uma biblioteca especializada em quadrinhos), você tem muita sorte! Nesses locais, a variedade de quadrinhos costuma ser bem maior do que nas bibliotecas comuns e, em muitos casos, é possível até encontrar exemplares raros e pessoas especializadas no assunto, que poderão indicar boas leituras.

5- Peça indicação de leituras

Você pode conversar sobre quadrinhos com seus colegas professores, seus amigos, familiares e até seus alunos, além de pedir dicas para as pessoas que trabalham nas gibiotecas, bibliotecas, livrarias e lojas especializadas em quadrinhos. Outra dica, fique de olho em sites especializados e no Youtube, que, aliás, tem vários canais ótimos sobre quadrinhos. Tenho certeza de que, em breve, você também estará indicando alguns títulos para seus amigos e colegas.

6- Procure entender um pouco do Universo de cada editora

Quando você lê os quadrinhos da Turma da Mônica, por exemplo, não faz muita diferença em começar pelo número 1 ou pelo número 100. Isso porque, apesar de as revistas seguirem uma numeração, elas não seguem exatamente uma sequência ordenada ou cronológica de fatos. Além disso, apesar de haver algumas modificações, como novos personagens e contextualização de época (os personagens antes não usavam celulares ou computadores, por exemplo, e nem falavam as gírias que usam atualmente), o universo da Turma da Mônica é praticamente o mesmo, seja em um gibi atual, seja em um exemplar dos anos de 1980.

Já nas editoras que publicam histórias de super-heróis, como por exemplo, Marvel ou a DC Comics, o universo dos personagens se modifica de tempos em tempos. São comuns os reboots (reinícios com novas características ou mudanças em sua origem), personagens que morrem e depois retornam a vida, mudanças de personalidade (heróis viram vilões e vice-versa), mudança de pessoas (existem várias representações do Robin e do Lanterna Verde, por exemplo), distopias e também histórias que se passam em universos paralelos ou multiversos.

7- Vá à convenções, feiras especializadas em literatura e festivais de quadrinhos

Nesses locais, é possível conhecer as novidades do setor e encontrar quadrinistas e editoras independentes que, por serem menores, muitas vezes não conseguem vender seus títulos em todas as bancas de jornal e livrarias do país. Além de conhecer novas histórias, você poderá conversar diretamente com os artistas que desenham e escrevem esses quadrinhos e até mesmo vê-los trabalhando em tempo real. Além de participar de painéis e bate-papo sobre a cultura pop em geral.

Geralmente esses eventos trazem artistas famosos do país e do mundo, que costumam autografar as revistas ou suas artes e conversar com seus fãs e leitores. Frequentar esses locais também é uma excelente oportunidade para fazer amizades e conhecer pessoas que gostam das mesmas coisas que você.

8- Conheça mais quadrinistas brasileiros

Autores nacionais entendem muito mais a nossa realidade do que os autores estrangeiros. Por isso, ler histórias escritas por brasileiros pode gerar uma sensação muito boa de identificação. Também é comum que as histórias se passem aqui no Brasil.

9- Gostou do autor? Procure outros títulos dele

    Assim como acontece na literatura, na música, no teatro e no cinema, quando gostamos de um autor, cantor, diretora ou atriz, é natural sentir vontade de conhecer outros trabalhos realizados pelo artista. Isso também ocorre com os quadrinhos. Se você gosta do estilo de uma desenhista, é possível que se interesse por outros desenhos feitos por ela. Se você se identifica com o tipo de humor de uma determinada história, é bem provável que outros títulos do mesmo autor também agradem. E, assim, você vai acabar conhecendo mais e mais histórias diferentes.

Dica Extra:

Filmes, séries e animações também são boas dicas para conhecer os personagens. Principalmente no gênero superaventura (super-heróis). Portanto, assim como acontece em adaptações de livros, esses filmes, séries e animações modificam as histórias dos personagens. Assim, assistindo um desses, não lhe garante conhecer/entender mais sobre um quadrinho, mas sim um pouco mais sobre o personagem. Que também é um ótimo objeto pedagógico.

 

Por Gelson

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