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Samurai X e a melhor saga que nunca virou anime – Enishi

                Hoje falaremos sobre a saga não adaptada de Samurai X, para a infelicidade dos fãs. Na verdade, parte dela foi adaptada para a série de quatro OVA’s, e o final dela (apenas o final), no OVA seis.
Analisando primeiramente os OVA’s, logo vemos a diferença no traço, que deixou de ser tão caricato. Os personagens mais fora da realidade estão de fora e os OVA’s vão direto ao assunto no que se refere as lutas, comparado ao anime e mangá, que tem mais diálogos (incluindo descrição dos ataques). Os OVA’s se limitam apenas ao passado do Kenshin, a época do Battousai, que nos mangás tem capítulos inteiros referentes, mas que ainda assim soam como flashbacks.
O traço é muito bem feito com uma arte final bem executada, tendo uma composição bem simples, alguns quadros feitos de forma diagonal para dar mais ênfase dramática as cenas. E os designs de personagens são bens interessantes, tendo um visual único e marcante, como o personagem gordo do Juppongatana, que entrou calado e saiu mudo, sem dizer a que veio. Mas nesta saga ele retorna, e entendemos melhor sobre ele e… quem está por trás dele.

             O principal desta saga, é a importância do passado de Kenshin, que chega batendo na porta e dando um soco na cara dele, metaforicamente dizendo. Uma das coisas marcantes, é pararmos para pesar sobre a cicatriz do Kenshin. De onde será que ela veio? Será que foi um inimigo muito poderoso? Fazendo um paralelo, no anime One Piece um dos personagens de maior poder da obra, tem uma cicatriz, onde o mesmo que a fez em si, demonstrando ser um personagem perigoso. Um pensamento que também poderia ser feito para o protagonista da obra analisada. Porém, a tão famosa cicatriz em forma de cruz tem uma origem mais dramática, vindo de um coadjuvante que tem relação com o passado de Kenshin. Todo esse enredo é muito bem explicado nos quatro OVA’s, de forma majestosa.
Com a volta de Enishi, se traz à tona o passado do protagonista, de forma que ele tem que lidar com isso, com a Kaoru e com a Tomoe, a ex-companheira de Kenshin (ainda que morta). A saga tem grandes e boas lutas, e vai no clichê do protagonista não vencer logo de cara e ter que se reestabelecer para voltar a enfrentar o antagonista. Pra quem conhece a obra, já deve imaginar que isso significa que Enishi em algum momento vai vencer o “amakakeru ryu no hirameki” (golpe que se torna a marca registrada do personagem). No entanto, a vitória de Enishi não é só de combate. É também moral, de forma que Kenshin cai em depressão se perguntando “qual a minha função neste mundo?”. Após algum tempo de reflexão ele consegue se encontrar novamente, sempre tendo em mente: “lembre-se quem você é!”.
Vemos mais do crescimento de Yahiko, que passa a ser um membro oficial entre os lutadores, enquanto a Kaoru acaba por ser a mulher a ser resgatada no final. A batalha final é o clichê de quatro aliados do antagonista contra quatro aliados do protagonista, onde cada inimigo usa uma arma e/ou habilidade correspondente ao personagem do time Kenshin (duas lâminas contra Aoshi, punhos contra Sanosuke, arma sem corte contra Yahiko e lâmina contra Saito). E temos a luta final de Kenshin contra Enishi que… agora é melhor você ler!

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